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Análise · Pares ligados

Mayan Secret - Matching Puzzle

O puzzle mais exigente do catálogo: a regra das três linhas pede planeamento a sério e o ecrã horizontal mostra tudo de uma vez, mas o arranque é pouco acolhedor.

Ficha de Mayan Secret
GéneroPares ligados por linhas (estilo Shisen-Sho)
ProgramadorAlamar Studios
PlataformaAndroid (Google Play)
Classificação etáriaPEGI 3
PreçoGrátis
Orientação do ecrãHorizontal
Sessão típica4–10 min por nível (estimativa)
Limiar de entradaMédio
Google Play (Portugal)4,42,88 mil avaliações
Nota editorial7,4 / 10

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Quadros do jogo

  • Nível 70 de Mayan Secret com blocos coloridos e uma máscara dourada sobre o tabuleiro
  • Nível 73 com blocos de pedra à frente de ruínas na selva e chuva ao fundo

Quadros publicados por Alamar Studios na página do jogo no Google Play.

A regra que muda tudo

À primeira vista, Mayan Secret parece mais um mahjong de pares: blocos com desenhos, dois iguais, retirar. A diferença está na forma como o par pode sair. Não basta que as duas peças estejam à vista; é preciso que se liguem por um caminho com, no máximo, três segmentos de linha, sempre na horizontal ou na vertical — nunca na diagonal. O caminho pode atravessar espaços vazios e contornar a margem do tabuleiro.

É a lógica do Shisen-Sho, que a própria descrição cita. Cada par retirado abre ou fecha caminhos para os seguintes, e o nível termina quando ficam peças no tabuleiro sem nenhuma ligação possível. Por isso, vale mais observar o tabuleiro inteiro antes de tocar do que ir pelo primeiro par óbvio.

Um tabuleiro plano, deitado

Ao contrário dos outros três jogos do catálogo, os quadros de Mayan Secret são horizontais. O tabuleiro ocupa cerca de três quartos do ecrã e, à direita, fica uma coluna com o número do nível, a pontuação, um botão grande com uma máscara dourada e o botão MENU. Nos dois quadros disponíveis veem-se os níveis 70 e 73.

O tabuleiro é plano: não há pilhas nem camadas, tudo está à vista desde o início. Isso elimina a dúvida típica do mahjong em 3D sobre que peça está livre e desloca a dificuldade para o traçado dos caminhos.

Glifos, musgo e chuva

As peças imitam blocos de pedra esculpida em rosa, azul, lilás, verde, bege e vermelho, com rostos estilizados e motivos geométricos que lembram a escrita maia — não são glifos reais, mas a inspiração é evidente. Algumas casas aparecem cobertas de musgo e trepadeiras, com um aspeto diferente das restantes; os quadros não explicam a sua função, por isso fica apenas a nota visual.

O fundo mostra ruínas no meio da selva e, num dos níveis, chuva a cair sobre uma escadaria de pedra. É o ambiente com menos luz do site inteiro, e isso tem um custo: os blocos azuis e lilases perdem contraste nos fundos mais escuros.

Onde se complica

O arranque é pouco acolhedor. A regra das três linhas percebe-se ao ler, mas só se interioriza depois de alguns níveis a testar ligações que não funcionam; quem vem do mahjong clássico tende a procurar peças «livres», um conceito que aqui não se aplica.

O ecrã horizontal obriga a rodar o telemóvel, o que torna o jogo menos prático para sessões rápidas com uma só mão. E, com apenas dois quadros publicados, é difícil perceber como variam os cenários ao longo dos muitos níveis anunciados.

Um vizinho de outra civilização

Mayan Secret é o único jogo do site fora do Egito. Faz sentido lê-lo ao lado do Doubleside Mahjong Cleopatra 2: a mesma família de puzzles de pares, duas civilizações com escritas feitas de imagens muito diferentes. O guia Maias e Egito nos puzzles explica o que distingue os dois imaginários e porque é que ambos funcionam tão bem em peças quadradas.

Balanço

A favor

  • Regra das três linhas com decisões realmente estratégicas
  • Tabuleiro plano: todas as peças à vista
  • Ecrã horizontal com muito espaço para o tabuleiro

Contra

  • Curva de aprendizagem mais íngreme do catálogo
  • Blocos azuis e lilases com pouco contraste nos fundos escuros
  • Obriga a rodar o telemóvel
  • Poucos quadros públicos para conhecer os cenários

7,4nota editorial em 10