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Análise · Mahjong 3D

Doubleside Mahjong Cleopatra 2

O melhor ponto de entrada do catálogo para quem já conhece o mahjong de pares: regras de sempre, símbolos egípcios legíveis e pirâmides de duas faces que obrigam a pensar também no verso.

Ficha de Cleopatra 2
GéneroMahjong de pares em 3D
ProgramadorNOMOC
PlataformaAndroid (Google Play)
Classificação etáriaPEGI 3
PreçoGrátis
Orientação do ecrãVertical
Sessão típica3–7 min por nível (estimativa)
Limiar de entradaBaixo; sobe nas pirâmides de duas faces
Google Play (Portugal)5,0534 avaliações
Nota editorial8,7 / 10

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Quadros do jogo

  • Menu de novo jogo com pré-visualização da pirâmide e contador 20 / 59
  • Pirâmide alta em forma de torre com peças de hieróglifos e cronómetro em baixo
  • Pirâmide larga com estátuas de esfinge desfocadas ao fundo
  • Pirâmide recortada com peças egípcias sobre um fundo de deserto

Quadros publicados por NOMOC na página do jogo no Google Play.

Hieróglifos no lugar dos caracteres chineses

A NOMOC não reinventa o mahjong de pares: o objetivo continua a ser encontrar duas peças iguais e retirá-las até a pirâmide desaparecer do ecrã. A diferença está no desenho das faces. Onde o jogo tradicional usa caracteres, bambus e círculos, aqui aparecem sinais inspirados na escrita egípcia — o olho de Hórus, o ankh, falcões, íbis, gatos sentados, escaravelhos e pequenas figuras humanas de perfil. Nos quadros publicados no Google Play, cada peça tem um tom de pedra arenosa com o símbolo pintado a vermelho, azul e preto, o que dá ao tabuleiro o aspeto de uma parede decorada.

Para quem nunca jogou, isto até ajuda: um pássaro e um olho distinguem-se mais depressa do que dois caracteres chineses parecidos. Para quem joga há anos, obriga a reaprender o «alfabeto» das peças durante os primeiros níveis.

O truque das pirâmides de duas faces

O que justifica o nome Doubleside são as pirâmides especiais que se viram com um deslize do dedo. Numa pirâmide normal só se trabalha a face visível; numa de duas faces é possível rodar a construção e retirar peças também pelo lado de trás. Na prática, isto muda a forma de planear: uma peça bloqueada à frente pode ter o par livre no verso, e uma jogada apressada de um lado pode fechar caminho do outro.

A página do jogo fala em mais de 150 níveis, entre pirâmides convencionais e de duas faces, desbloqueados ao longo de um mapa com novos enigmas. No menu de novo jogo vê-se um seletor com a pré-visualização do desenho da pirâmide, um contador do tipo «20 / 59» e opções com nomes como «Summer night» e «One-sided» — ao que tudo indica, a escolha entre ambientes e entre o modo de uma só face e o de duas.

Como corre um nível

Durante a partida, a interface é discreta. No topo há uma fila de botões redondos — menu, sugestões, reorganização das peças e ajuda — com pequenos números ao lado de alguns deles. Em baixo, um cronómetro conta o tempo decorrido: num quadro marca 00:00:06, num nível acabado de começar, e noutro 00:01:10, já com boa parte das peças retiradas. Não é uma contagem decrescente; serve sobretudo para cada jogador comparar os próprios tempos.

A peça selecionada acende-se a amarelo, o que evita dúvidas sobre o que foi tocado. Os fundos mostram dunas, palmeiras, um oásis e estátuas de esfinge desfocadas atrás da pirâmide — bonitos, mas suaves o suficiente para não competirem com as peças. Segundo a descrição, há ainda música de inspiração étnica, efeitos sonoros e gráficos 3D em 1080p.

Onde tropeça

A perspetiva 3D é a principal fonte de frustração. Nas pirâmides mais altas — há uma em forma de torre estreita nos quadros — as peças empilhadas sobrepõem-se de tal forma que, num telemóvel pequeno, custa perceber qual está livre. As sugestões ajudam, mas quem prefere resolver sozinho acaba a aproximar muito o ecrã dos olhos.

Há também símbolos parecidos entre si: várias aves de perfil só se distinguem pela cor ou por um detalhe do bico. E os textos dos menus aparecem em inglês nos quadros publicados, o que não impede de jogar, mas obriga a adivinhar o sentido de algumas opções.

Para quem é

Serve quem gosta de sessões curtas e calmas, com um objetivo claro e sem pressa imposta. Quem já esgotou os mahjongs clássicos encontra nas pirâmides de duas faces uma variação com peso real nas decisões. Quem nunca jogou mahjong de pares talvez prefira começar pelo Tile Pyramid: Match Quest e voltar aqui depois; o guia como ler as peças de um mahjong com hieróglifos ajuda na transição.

Balanço

A favor

  • Pirâmides de duas faces que mudam mesmo a forma de planear
  • Símbolos egípcios mais fáceis de distinguir do que caracteres
  • Cronómetro crescente, sem contagem decrescente
  • Mais de 150 níveis anunciados, entre formas simples e especiais

Contra

  • Pilhas altas difíceis de ler em ecrãs pequenos
  • Algumas aves quase idênticas entre si
  • Menus em inglês

8,7nota editorial em 10